Blog do Cássio Bida®

Um homem de muitas palavras

Histórias de cinema – Foco

Enquanto minhas visitas ao cinema ainda não começam em 2012, vou recordar três experiências que me marcaram neste ano que passou nos próximos posts aqui do blog.

A primeira diz respeito a três letras que conheci nos tempos distantes do curso de comunicadores de uma rádio aqui em Curitiba. O termo me foi apresentado pelo locutor Beto Júnior e ele recordou dos tempos em que trabalhava em um banco: PCS.

Ao contrário do que muitos podem supor, não é o plural de PC, Personal Computer. P = Problema. C = Causa e S = Solução. O resumo da coisa era o seguinte: para agir no problema era necessário encontrar a causa para, assim, chegar-se a uma solução.

Tá e o que isso tem a ver com ir ao cinema? Pois na minha última ida, no dia 30 de dezembro do ano passado, foi exatamente isso que acabou acontecendo. O cenário: Cinemark Shopping Mueller, sessão das 15h40 do filme Tudo pelo Poder, dirigido por George Clooney. Não vou comentar do filme em si, embora a indicação para assisti-lo seja extremamente válida. Vou focar no que aconteceu antes da sessão, de fato, começar.

Cabe lembrar que o Cinemark é campeão de reclamações na Internet. Meu colega e amigo Lucas Kotovicz que relatou um caso ainda mais pitoresco que o meu na filial do Park Shopping Barigui. Vale a pena ler a história contada aqui: http://lucaskotovicz.blogspot.com/2011/07/cinemark-curitiba-realidade-alem-do-3d.html.

Eu mesmo já encarei uma queda de energia durante a exibição de Amizade Colorida no mesmo Cinemark Barigui. Mas, embora tenha acontecido um problema no Mueller, preciso elogiar e destacar a solução dada pela equipe que estava no local no momento.

Sessão atrasada à parte (o filme começou 10 minutos além do horário previsto), o problema se manifestou nos primeiros instantes do filme. Era nítido que o projetor estava fora de foco. Até tirei os óculos para ver se não era a minha lente que estava com problemas. Não, era o projetor mesmo.

Com menos de cinco minutos de exibição, a sessão parou para reparos no equipamento de exibição. Era preciso agir na causa. E aí eram duas hipóteses: ou um problema de ajuste no foco, ou, o que seria mais grave, a substituição da lente.

O problema demorou a ser resolvido, cerca de vinte minutos. Nesse meio tempo sete pessoas acabaram saindo da sala, nitidamente por falta de paciência, para terem devolvidos os valores pagos pelos ingressos. Caso tivessem ficado para esperar, teriam curtido um bom filme e sem passar por um stress desnecessário. Se a sessão tivesse sido cancelada, claro que também iria reclamar. Mas esperaria pela outra sem o menor problema. Afinal, estava sem pressa, sem horário e sem trabalho pela frente.

Enfim, em resumo, reclamar é preciso. E, nos dias de hoje, é fácil também. É a melhor forma de se resolverem problemas. Agora elogiar depois de encontrada a solução para um problema, poucos são capazes de fazer. Pois, para a grande maioria, se o serviço é bem feito, o pessoal não faz nada além da obrigação. Se é mal feito, tem que ser criticado. Agora se o problema é resolvido, só resta agradecer.

Em tempo: tirando uma molecada que sentou atrás de mim e ficou conversando durante 80% da exibição, o filme de Clooney é bom. A exemplo de “Boa noite e Boa Sorte”, começa arrastado. Mas depois que a história engata ela fica envolvente e interessante. Todo o jogo sujo por trás dos bastidores da política, em meio a uma campanha para a indicação do candidato do Partido Democrata para a eleição presidencial, é o ponto central da história. Vale a pena curtir o filme.

Então, é isso. No próximo post, o dia em que me entreguei a Esses Amores.

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